011 – Morte aos Hippies Poetas

Devido ao fato de eu ainda não ser um usuário VIP no youtube, fui forçado a partir o vídeo em duas partes.

A seguir, a parte 2:

(como assim eu não sou VIP?!)

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8 Respostas to “011 – Morte aos Hippies Poetas”

  1. Juliana Says:

    hahahahahahhahahahaha ri horrores. os hippies são pessoas de bom coração e blá blá… mas poesia dá no saco mesmo! isso me faz lembrar quando eu fazia o terceiro e tinha que ler “Antologia Poética” de Carlos Drummond de Andrade TODINHO! E o do Álvares de Azevedo tbm. Foi aí que piorou a minha aversão a poesia. E aqui em Goiânia tem um cara apelidado de “FROM HELL” que é exatamente esse tipinho de poeta que vc mencionou ai. Se encontrá-lo por aqui – e ele geralmente está em todos os showzinhos de rock – fuja para as colinas. Porque se ele te pegar de conversa… meu amigo, o dia vai raiar ao som de suas enfadonhas poesias.

  2. Markus Says:

    Caro Sanguessuga, algumas provocações:

    1- Leech é seu nome mesmo? Pen name?

    2- Você quer ser um Paulo Francis, Arnaldo Jabor ou Diogo Mainardi?

    3- Gosto de Jung e seus símbolos. Freud = fraude.

    4- Você é rígido/crítico consigo mesmo da mesma forma que o é com a sociedade / ser humano em geral?

    5- O que você pensa sobre o princípio do “viva e deixe viver”? É possível deixar de ser crítico?

    6- Até que ponto você acredita que suas opiniões são projeções da sua personalidade? Que aquilo que você critica são coisas que você possui, como todo ser humano, mas nega?

    Só faço tais provocações porque gosto dos vídeos e me identifico com algumas coisas que você diz.

    • francisleech Says:

      Caro Sanguessuga, algumas provocações:

      1- Leech é seu nome mesmo? Pen name?

      Positivo, Markus, Francis Joseph Leech é meu nome de batismo. Leech é uma variação de “Leach”, de origem irlandesa, resultante de nada menos que um erro de escrita na ocasião da migração para os Estados Unidos, tenho uma ascendência distante Irlandesa e meu pai era norte americano. A razão de eu não ser caucaziano com tanto gringo na família é que sou filho adotivo.

      2- Você quer ser um Paulo Francis, Arnaldo Jabor ou Diogo Mainardi?

      Não tenho cacife pra nenhuma das alternativas, precisaria nascer de novo pra ter tempo de juntar o conhecimento que essa galerinha tem. Eu sou só rabugento e muito revoltado. Agora se a gente fosse “brincar de jornalista cabeçudo” eu queria ser um monstro de duas cabeças, sendo uma do Mainardi e outra do Paulo Francis.

      3- Gosto de Jung e seus símbolos. Freud = fraude.

      Tenho problemas com ambos, sou materialista e cientificista demais pra psicologia analítica, pra psicanálise, pra humanista e o escambáu, mas tenho preguiça de dar passos de bebê com a psicologia comportamental, até porque além do mais, eu acredito na mente, “penso logo existo”, só que eu preciso de uma coisa mais sólida pra aceitar qualquer teoria mentalista que se apresente na minha frente. O que mais se adequa à minha realidade epistemológica é a psicologia cognitiva pura.
      Em Jung eu aprecio a honestidade que ele teve ao dizer que “a psicologia não pode ser estudada como ciência”, o que à meu ver serve de carta branca para os rumos que ele tomou. Gosto muito do MBTI que mencionei no vídeo, que como você deve saber, foi baseado nos estudos do Jung. Gosto de muita coisa em Freud, mas junto com toda a psicologia, o analiso mais como um pensador, um norteador de direções do que como um teórico final. Acho que muita gente que eu critico muito falou muita coisa boa aqui e ali.

      4- Você é rígido/crítico consigo mesmo da mesma forma que o é com a sociedade / ser humano em geral?

      Totalmente, tenho padrões insanamente exagerados pra julgar a tudo e a todos, eu não sou exceção, pelo contrário, sou o maior alvo. Minha namorada vem em segundo lugar e reclama muito dessa minha pequena peculiaridade!

      5- O que você pensa sobre o princípio do “viva e deixe viver”? É possível deixar de ser crítico?

      Não. Quanto mais vivemos mais refinamos nossa percepção acerca do mundo ao nosso redor e de nós mesmos. Quanto mais sabemos, mais vemos como tudo é cheio de considerações e sutis diferenças, a ausência da crítica é resultado da não-percepção dos detalhes. Não criticamos porque queremos, nós o fazemos porque não temos escolha, somos assombrados por uma visão que era “fundo” e agora é “figura”, uma vez percebido o fundo ele nunca mais será invisível de novo. Depois disso só o cansaço mata a crítica, mas mata a gente junto.

      6- Até que ponto você acredita que suas opiniões são projeções da sua personalidade? Que aquilo que você critica são coisas que você possui, como todo ser humano, mas nega?

      Cada um de nós vê o mundo através do próprio umbigo, dos mais distraídos aos mais conscientes, a diferença é que, à medida que percorremos o caminho, mais ampla fica a perspectiva da paisagem “extra-umbilical”. Não sou diferente, tenho um pouco de tudo o que eu critico. Critico arquétipos, critico tendências, não pessoas em si. Aliás, o mais criticável, de individual têm muito pouco. Pegue o caso da UNIBAN por exemplo. O que vimos ali não foram ações individuais de um grupo, mas um eco do nosso tempo, da nossa sociedade contaminada por um neo-conservadorismo sexista culminando com a falência da educação no país, gerando o que alguns ousariam apontar como um clima pré-totalitário. O incidente da UNIBAN não é, na minha opinião, culpa de ninguém ali, nem Geyse, nem alunos, o problema ali é do estado, da cultura, e de um modo geral do zeitgeist atual de toda a humanidade.

      Gostei da proposta, Markus, acho que falei mais de mim mesmo nessa resposta que em todo o blog, obrigado pela atenção.

      • Markus Says:

        Eu que agradeço a atenção e as respostas. Juro que achei que o seu nome (muito chic, por sinal) fosse um pseudônimo. Desde já me desculpo pela “piadinha”.

        Eu não conhecia o MBTI, vou dar uma pesquisada. Não sou psicólogo mas sou fascinado pelo estudo do processo cognitivo humano. Tanto o “conhecer” como o “atribuir valor ao objeto observado”. Acabei até passando por filosofias e religiões orientais para tentar entender o processo, e a proximidade de Jung (e de Hesse) com tais filosofias faz com que por eles eu desenvolvesse muito respeito.

        Nesse sentido tenho evitado autores e correntes tidos como “complexos”, como os idealistas alemães e os existencialistas, que pra mim nada mais fazem do que masturbação mental. “Less is more”, como diz o ditado. Mesmo quando o assunto em questão seja bastante complexo, como é o caso do processo cognitivo.

        Eu também “sofro” por julgar demais. Tanto o ser humano em geral como a mim mesmo. E por isso às vezes sinto a necessidade de “desligar a máquina”, dar o foda-se e parar de pensar um pouco.

        Por isso perguntei se seria possível parar de ser crítico, ou eventualmente parar de se importar com as coisas. Acho praticamente impossível. Mas chega uma hora em que paramos de nos aborrecer e começamos a nos divertir com a idiotice alheia. Já que quase nada faz sentido, passamos a encarar a vida como um episódio de Monty Python. Sem mistificação, como diria Drummond (não gosto de poesia, mas sou apaixonado por “Os ombros suportam o mundo”).

        http://www.releituras.com/drummond_osombros.asp

        Parabéns pelo blog and keep up the good work!

  3. neide Says:

    Gostei dos videos, e como vc mesmo viu, eu ri mto.
    Mas ainda apoio a edição.

  4. ZÉ BRABOTIL Says:

    CARA VOCÊ É CHATO!
    MAS EU RESPEITO E ADMIRO ISSO.
    VOCÊ TEM CULHÕES.

    EU GOSTO DE POESIA.

    MAS O PROBLEMA É QUE A POESIA VIROU UM GRANDE FAÇA VOCÊ MESMO “PRONTO EM TRÊS MINUTOS”, TUDO MUNDO PODE FAZER. ESSA BOBAGEM TAMBÉM SOA NAS ARTES PLÁSTICA ONDE REPRODUZEM UMA MERDA SEM OJETIVO OU JUSTIFICATIVAS MÍNIMAS.

    O LANCE DO “EU LÍRICO” SE DEMOCRATIZOU E ISSO NÃO É VERDADE.

    MEUS PARABÉNS !
    ESSE LANCE DE “EU NÃO GOSTO DE POESIA” É UMA COISA MUITO LÍRICA.

    ESCREVI UM POEMA TATIBITATI CHAMADO “O VOO DO BOBO BOBOLETA” DEPOIS ENVIO PARA O SITE DO ABORRECIMENTO PÚBLICO. HEHEHE!

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